A omissão criminosa

A revista ISTOÉ, edição nº 1962, data de capa de 06/06, trouxe a transcrição de trechos de supostas conversas entre a jornalista Mônica Veloso e o senador Renan Calheiros.

Em um trecho está uma grave afirmação da jornalista: “Só posso te dizer que toda vez que você entrar no gabinete você vai lembrar que você tem um filho que você fez lá”.

A frase é forte e compromete o decoro parlamentar do Senado, não apenas o do senador em tela. A Folha de São Paulo cita a frase e mais nada. Até agora a Folha não respondeu ao seguinte e-mail dirigido a redação:

Na matéria “Advogado diz que jornalista é bode expiatório”, publicada na edição de domingo, dia 3 de junho, tem este trecho:

  • Nos diálogos, há pressões de ambas as partes: “Só posso dizer que toda vez que você entrar no gabinete você vai lembrar que você tem um filho que você fez lá”, diz Mônica. “Você é louca”, responde o senador Renan Calheiros.

O (a) repórter da sucursal de Brasília passou batido (a), a frase supostamente dita pela jornalista é muito grave, pois revela que o senador quebrou o decoro ao fornicar em seu gabinete. Infelizmente não existe menção a constatação, o que demonstra falta de atenção do (a) repórter. A frase daria gancho para uma nova matéria sobre quebra de decoro parlamentar.

Talvez o (a) repórter estivesse contaminado pelo Fernando Rodrigues que classificou as gravações como lixo jornalístico em seu blog na sexta-feita, 1 de junho.

Os demais veículos de comunicação continuam fazendo de conta que não conhecem o teor dos 5 CDs, que continuam jogados em algum canto das redações. Os senhores senadores, incluídos os que tentam dar um pouco de dignidade ao Conselho de Ética, também fazem de conta que não ouviram as gravações e não se manifestam sobre o assunto. É como se os 5 CDs fossem fantasmas.

O PSOL, autor da representação contra Renan, também, se cala diante o assunto.

Enquanto isso, alguns blogs utilizam a frase para ridicularizar o Senado, chamando-o de motel. Eis um exemplo:

“Empresário do ramo de motéis vai inaugurar brevemente o Motel Senado. As suítes foram inspiradas nos gabinetes de senadores. A expectativa do empresário é que certos homens de Brasília deixem de fazer na mesa o que podem fazer mais confortavelmente na cama. O slogan será: Faça gostoso e melhor, troque a mesa pela cama. Camisinha grátis.”

É incrível, mas ninguém dá o mínimo de atenção a um fato tão grave. Estão jogando a sujeira para debaixo do tapete azul do Senado, ao invés de apurar a veracidade ou não da gravação. Por que os senhores senadores e a imprensa se calam? Alguém precisa responder com urgência esta pergunta.

Quem sabe estão esperando que apareça um motorista, uma secretária ou um caseiro para corroborar o que foi dito na gravação pela jornalista Mônica Veloso.

Entre a frase de Mônica e “os dois paus” que o Vavá, ingenuamente, pede a um interlocutor, o mais grave é sem dúvida a possibilidade do senador Renan ter fornicado, como gosta de escrever o Ancelmo Gois, em seu gabinete e quebrado o decoro parlamentar. Infelizmente a imprensa não pensa assim, pois prefere cutucar o presidente Lula com vara curta, mesmo que isso represente uma omissão criminosa.

Liberdade de expressão e de imprensa

A maioria dos políticos, da imprensa e dos formadores de opinião está muito preocupada com a recente decisão do governo da Venezuela em não renovar a concessão da RCTV. Estão exercendo a liberdade de expressão, da mesma forma que a minoria, que se alinha concordante com a decisão venezuelana.

O que torra o saco, é essa conversa de liberdade de imprensa. Todo mundo está careca de saber, que isso não existe no Brasil. São raras as exceções, haja vista, que a maioria das concessões de radiodifusão do país está em mãos de políticos, que as usam em seu próprio benefício.

Quem conhece o Brasil, não pelo ouvi dizer ou por uma viagem de bate-volta (aquela que você vai, por exemplo, a Porto Velho, num dia e volta no outro), sabe como funcionam as emissoras de rádio e televisão regionais.

É mais fácil que a vaca tussa, do que os Capiberibe serem entrevistados por alguma emissora de rádio e televisão do senador Gilvam Borges.

É mais fácil um boi voar do que o Sistema Mirante de Televisão, de propriedade do senador José Sarney, entrevistar o ex-governador José Reinaldo Tavares.

É mais fácil ACM se engasgar com um boi, do que a Rede Bahia, de propriedade de sua família, fazer um elogio a uma atitude correta de Waldir Pires.

E atentem bem para um fato. A TV Mirante e a TV Bahia são afiliadas da Rede Globo.

Esses são apenas alguns exemplos mais significantes. Poder-se-ia dar-lhes centenas. Infelizmente é assim que a banda toca pelo Brasil afora. As exceções são poucas, se concentram em capitais como o Rio, São Paulo, BH, Porto Alegre e no DF.

Portanto, essa história de liberdade de imprensa é balela, principalmente na radiodifusão brasileira, pois a maioria dos veículos está em mãos de políticos, graças ao derrame de concessões dadas a partir do governo José Sarney.

A nota distribuída pela ABERT, afirmando que a decisão venezuelana é um desrespeito ao estado democrático de direito, é conversa fiada para boi dormir, pois a maioria dos associados da ABERT cerceia a liberdade de expressão de muita gente pelo país.

Por que a ABERT não repudia o que é praticado pela maioria de seus associados, antes de criticar o governo da Venezuela?

É pilhéria a ABERT considerar “lamentável e preocupante a nota emitida pela Secretaria de Relações Internacionais do Partido dos Trabalhadores (PT) que apóia a decisão do presidente Chávez de não renovar a concessão da RCTV, uma vez que o respeito à liberdade de expressão e de imprensa são fundamentos das nações democráticas”.

A ABERT devia olhar primeiro para o seu rabo, antes de criticar o dos outros.

Metro quadrado da construção no Amapá é o 12º mais caro do país

O INCC (Índice Nacional da Construção Civil), calculado pelo IBGE em convênio com a Caixa Econômica Federal, teve variação de 0,90% em maio e avançou 0,49 ponto percentual em relação a abril (0,41%). O resultado foi pressionado pelos reajustes salariais ocorridos em vários Estados.
No acumulado no ano, o índice ficou em 2,62% e, nos últimos 12 meses, em 5,17%. Em comparação com maio de 2006 (1,20%), o índice atual ficou abaixo 0,30 ponto percentual.
O custo nacional por metro quadrado passou de R$ 580,75 em abril para R$ 585,96 em maio, sendo R$ 335,94 relativos aos materiais e R$ 250,02 à mão-de-obra.
O metro quadrado da construção no Amapá (R$ 569,34) é o 12º mais caro do país, o mais caro é o de Roraima (R$ 690,48) e, o mais barato, o do Piauí (R$ 506,14). O Rio de Janeiro tem o segundo custo mais alto (R$ 659,08) e, São Paulo, o terceiro (R$ 651,27).
A parcela dos materiais teve variação de 0,13% em maio, contra 0,36% de abril. A mão-de-obra avançou 1,48 ponto percentual, passando de 0,46% em abril, para 1,94% em maio. Os índices acumulados foram, no ano, de 1,68% (materiais) e 3,91% (mão-de-obra) e, nos últimos 12 meses, de 4,40% (materiais) e 6,24% (mão-de-obra).
Pressionado pelo Espírito Santo (2,75%) e por São Paulo (1,68%), o Sudeste teve o maior índice regional (1,19%) em maio. Ainda acima da média nacional (0,90%), ficou o Sul, com variação de 0,94% em maio.
As demais variações regionais ficaram abaixo do índice nacional: Centro-Oeste (0,69%), Nordeste (0,66%) e Norte (0,27%).
Veja o custo médio da construção civil por Estado (metro quadrado):
Piauí - R$ 506,14
Espírito Santo - R$ 520,46
Rio Grande do Norte - R$ 523,69
Rondônia - R$ 527,18
Sergipe - R$ 533,97
Pernambuco - R$ 535,69
Goiás - R$ 536,80
Paraíba - R$ 537,07
Ceará - R$ 541,05
Mato Grosso - R$ 547,02
Pará - R$ 550,65
Mato Grosso do Sul - R$ 551,54
Maranhão - R$ 554,84
Minas Gerais - R$ 556,02
Acre - R$ 556,99
Amapá - R$ 569,34
Santa Catarina - R$ 574,66
Rio Grande do Sul - R$ 576,21
Bahia - R$ 577,95
Paraná - R$ 579,98
Tocantins - R$ 586,97
Alagoas - R$ 588,89
Amazonas - R$ 594,69
Distrito Federal - R$ 608,80
São Paulo - R$ 651,27
Rio de Janeiro - R$ 659,08
Roraima - R$ 690,48

Morre padre Fulvio, pintor e missionário do Pime no Amapá

Todas as igrejas da Diocese de Macapá estão rezando pela alma do padre Fulvio Giuliano, que morreu na manhã da última terça-feira, cinco de junho, em um hospital de Gênova, Itália, aos 68 anos, depois de um longo período enfrentando problemas de saúde. O bispo diocesano, Dom Pedro Conti, rezou pela alma do sacerdote na celebração de Corpus Christi, nesta quinta, dia sete.

Padre Fulvio trabalhou no Amapá nas décadas de 70 e 80 como pintor, arquiteto e missionário do Pontifício Instituto das Missões Exteriores (Pime). A última e nobre missão do missionário e artista italiano foram os quadros sacros, feitos especialmente para a nova Catedral de São José de Macapá. “Agora, mais do que nunca, os quadros do querido padre Fúlvio estão sendo aguardados por todos nós”, afirmou padre Paulo Lepre, vigário geral da Diocese de Macapá.

Além dos frutos da evangelização, padre Fulvio deixa discípulos pintores no Amapá e a marca inconfundível de sua arte em diversas igrejas, Seminário Diocesano, Centro de Pastoral, salas de catequese, casas paroquiais e na própria sede do Pime no Amapá. Em recente entrevista à revista Mundo e Missão, padre Fulvio falou com entusiasmo de sua passagem pelo Amapá:

Em cinqüenta anos, padre Fulvio pintou mais de mil ícones. Muitos estão aqui no Brasil, sua pátria adotiva, onde viveu durante 23 anos. Os outros já estão espalhados pelo mundo todo, da Guiné Bissau à China, nas igrejas no meio da floresta e nas catedrais das grandes cidades. “Desde que voltei para a Itália, em 1985, trabalho sob comissão - brinca padre Fúlvio, acariciando a longa barba grisalha -. Meus co-irmãos encomendam e eu despacho”. O fato é que o trabalho de padre Fulvio é ininterrupto. “Minha jornada está dividida em duas partes: quatro horas de oração e cinco de trabalho”.

O chamado - “Sargento Giuliano! Chegou uma carta do Brasil para você!”. Uma aventura missionária também pode começar assim. E mais embaixo: “Caro Fulvio, já o consideramos membro do pequeno exército dos missionários de Macapá. Venha logo!”. O remetente era Dom Aristides Piróvano, do Pime, bispo de Macapá. Fulvio respondeu que sim e veio ao Brasil, como missionário leigo e mestre de obras. Trabalhou sete anos ao lado de Marcelo Cândia (industrial de Milão que investiu seus bens em obras sociais no Amapá e no Pará).

Fulvio descobriu que poderia usar um outro dom a serviço do Evangelho. “Em Macapá, duas igrejas geminadas com planta semi-circular foram a prova para a minha experiência de construtor”, relata. “Mas, sobretudo, estimularam-me a iniciar os primeiros grandes murais para ocupar as enormes paredes brancas e, assim, começar a transmitir a vida de Jesus aos pobres, através de imagens”. Além de bancar o arquiteto, Fulvio também se dedicava à catequese dos jovens.

Em 1969, Fulvio disse um outro “sim!”, agora para o sacerdócio. Havia se transferido a Belo Horizonte, para os estudos de teologia e, durante todo o tempo livre, trabalhava em uma paróquia muito pobre da periferia, cuja maior parte era formada por extensa favela.

A um grupo de catequistas, ensinou a “desenhar o Evangelho”: eles escreviam nas lousas para seus aluninhos que, por sua vez, passavam para seu próprio caderno. Deste trabalho comunitário, organizado e sistemático, nasceu um verdadeiro catecismo ilustrado. Ele foi impresso em milhares de cópias e utilizado em muitas paróquias brasileiras. Foi traduzido para o italiano e reeditado pelo menos seis vezes.Durante umas férias na Itália, nos anos 80, padre Fulvio freqüentou um curso de iconografia bizantina, na escola Russia Cristiana.

É um outro brilho: daquele momento em diante, decidiu dedicar-se apenas à arte icônica. “O ícone é um mistério, permite representar a imagem profunda e eterna do Cristo na sua humanidade e divindade”, afirma hoje, há 24 anos daquela escolha. Em 1985, devido a problemas de doença, padre Fulvio precisou deixar o Brasil e agora mora na Itália. “Aqui, minha atividade de iconógrafo não é diminuída - afirma -. Ao contrário, o Senhor me abriu novos horizontes.

De fato, comecei a trabalhar também para as igrejas nos diversos países onde se encontra o Pime”. “O belo é belo em qualquer lugar, como o verdadeiro e o bom - diz com convicção, e além disso, o ícone tem valor universal”.

(Oscar Filho - Pastoral da Comunicação)

PMM fiscaliza estabelecimentos comerciais

A Prefeitura de Macapá em parceria com Ministério Público, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Conselho Tutelar, entre outros órgãos realiza nesta
quarta-feira, durante todo o dia, em Macapá, uma grande fiscalização integrada. O objetivo da ação é verificar a situação de funcionamento dos
estabelecimentos comerciais da capital. Situações como acondicionamento do lixo (SEMUR), higiene do local (SEMSA), alvará de funcionamento (SEMFI), utilização de calçadas (URBAM) e a questão de poluição sonora (SEMAM) serão fiscalizadas durante a ação.
Caso seja constatada alguma irregularidade, o estabelecimento poderá notificado e multado. As multas variam de R$100,00 a R$600,00. Quem ainda estiver em situação irregular procurar a PMM.

Aneel propôs caducidade da concessão da CEA

Alexandre Canazio, da Agência CanalEnergia, Negócios

05/06/2007

O quadro de insolvência da Companhia Energética do Amapá levou a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica a tomar uma decisão inédita na reunião pública desta terça-feira, 5 de junho. Os diretores aprovaram a recomendação de caducidade da concessão da CEA. A empresa terá 15 dias para se defender, mas, segundo a assessoria da Aneel, a decisão será remetida ao Ministério de Minas e Energia, que é o poder concedente e terá a palavra final sobre a condição da distribuidora estadual. A resposta da empresa será analisada pela diretoria.
A Aneel tomou a decisão depois de observar que o quadro de deterioração da companhia não se alterou mesmo depois da apresentação de um plano de ação. A fiscalização da Aneel verificou, entre março e abril deste ano, que apenas 14 das 161 ações planejadas para reverter a situação foram efetivamente aplicadas, sem resultados práticos econômico-financeiros. Os técnicos da agência detectaram um alto grau de inadimplência e debilidade dos controles internos. Empresa tem dívidas de R$ 338 milhões com Eletronorte relativa a fornecimento de energia. Perdas de energia chegam a 37%

Segundo a Aneel, o débito dos consumidores chega a R$ 127,48 milhões, sendo 67%, o correspondente a R$ 85 milhões, referentes ao poder público. A CEA tem uma dívida de R$ 338 milhões com a Eletronorte, valor atualizado até 31 de maio. O montante, de acordo com a Aneel, é equivalente a 2,2 anos de faturamento ou 4,3 anos de suprimento de energia. A dívida com tributos e contribuições sociais é de R$ 230 milhões.
O índice de perdas da companhia, por sua vez, está na casa dos 37%. A CEA sofre ainda com a falta de um contrato de concessão formal, que afeta revisão e reajustes tarifários. Desde 1998, a Aneel realizou várias ações de fiscalização na companhia nos aspectos econômico-financeiro, de prestação de serviços e de geração. De acordo com a agência, a maioria das determinações e recomendações resultantes das fiscalizações não foi cumprida pela distribuidora.

Professores em greve ocupam prédio da Seed

O prédio da Secretaria de Estado da Educação (Seed) foi ocupado hoje pelos professores da rede pública estadual de ensino que estão em greve há mais de 20 dias. A ocupação ocorreu por volta das 11 horas da manhã após os professores passarem pela Assembléia Legislativa do Estado.
Os grevistas trancaram com cadeado e ocuparam os portões de acesso ao prédio da Seed no horário de saída dos servidores provocando protestos por parte de alguns servidores da secretaria. A policia militar foi chamada ao local para tentar desobstruir os portões porém diante da reação dos professores os militares acabaram recuando. Logo depois uma equipe do corpo de bombeiros, apoiada novamente por policiais, cortou os cadeados, mas não houve nova tentativa de invasão do prédio pela policia.
Diante do clima tenso os professores exigiam respeito a categoria por parte do governador Waldez Góes (PDT) e do secretário de educação Adalto Bittencourt. Até mesmo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos em Educação (Sisepeap), Aildo Silva, supostamente aliado ao governo, acusou o governador de ser o único responsável pela situação. O presidente do Sinsepeap usou o carro de som do movimento de greve para afirmar que a entidade buscou todos os meios possíveis para evitar a paralisação. Aildo cobrou democracia e responsabilidade do governo para com a educação e os professores.
Pela primeira vez desde o início da paralisação a posição da direção do Sisepeap é a mesma da base movimento de greve. De acordo com o professor Rildo Ferreira, a categoria tomou a medida cansada de ser enrolada por parte do governo.
-O secretariado e o próprio governador têm mantido uma postura de inflexibilidade, de não negociar com a categoria e não nos restou alternativa senão ocupar nossa segunda casa e pedir respeito- afirma Rildo.
Desde o inicio da paralisação dos professores há 24 dias, o governo ainda não recebeu os professores para tentar uma negociação que possa por fim a greve. Segundo os servidores as negociações entre a categoria e o governo teve início em fevereiro sem que houvesse avanço. No final do mês de abril o Sinspeap realizou algumas paralisações de advertência tentando pressionar o governo em torno de uma decisão mas não houve acordo.
Mesmo quando a categoria em assembléia decidiu pela greve geral a direção do Sinsepeap tentou protelar o início da paralisação na expectativa de que ainda houvesse acordo.
Atualmente mais de 80% das escolas do estado estão com as atividades paralisadas. Os professores temem que o governo consiga isolar o movimento e desgastar a direção do movimento de greve. Conseguindo assim por fim a greve sem atender as reivindicações dos servidores que cobram reposição de perdas salariais

Agentes comunitários de saúde e de combate a endemias voltam a fazer greve


Macapá- 05.06.07- Agentes de Combate a Endemias e Agentes Comunitários de Saúde voltaram as ruas para protestar contra o prefeito de Macapá, João Pimentel (PT). A paralisação de advertência está ocorrendo nesta terça-feira, em frente ao prédio da Prefeitura de Macapá.
O motivo da paralisação é o não cumprimento de um acordo assinado em abril passado pelo prefeito com o Sindicato dos Agentes de Combate a Endemias e Sindicato dos Agentes comunitários de Saúde se comprometendo a efetivar as duas categorias no quadro de servidores do município no prazo de 60 dias.

Mario Alberto

O acordo, intermediado pela presidente da câmara de vereadores Helena Guerra (PP), foi assinado pelo prefeito no dia 04 de abril. Caso o prefeito não se manifeste até a próxima segunda-feira os servidores ameaçam entrar em greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira.
Mário Alberto, presidente do sindicato dos agentes de endemias, lembra que a greve realizada em abril passado foi suspensa em razão do acordo e da negociação, como João Henrique não cumpriu a parte dele, os servidores se vêm obrigados a paralisar novamente.

Garcia não acredita em violação de democracia na Venezuela

Nova Delhi (Índia) e Brasília - O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, não considera que o fim da concessão pública ao canal de tevê RCTV foi uma violação da democracia na Venezuela. “Nós não consideramos que tenham sido violadas as regras básicas das instituições democráticas na Venezuela”, afirmou, em entrevista a jornalistas hoje (4).

“Há uma medida, do ponto de vista político, adotada pelo governo e ele não fez nada ilegal”, avalia Garcia, referindo-se a Chávez. “Andei várias vezes na Venezuela e, em raros países, eu vi tanta liberdade de imprensa”, avalia.

Garcia diz ter visto até cenas de uma novela na qual havia legendas convocando manifestações contra o presidente Hugo Chávez. “Não me venham dizer que não há liberdade de imprensa na Venezuela”.

As declarações de Garcia repercutiram no Senado, que aprovou um requerimento com o pedido para que Chávez devolva a concessão da RCTV. “Quando se esperava que o poder executivo ficasse solidário ao Congresso Nacional, vem a observação de Marco Aurélio, dizendo que não falta liberdade de imprensa na Venezuela”, criticou o líder dos Democratas, Agripino Maia (RN). “Eu acho que a advertência que o senado fez é cabida e importante para a preservação da democracia no continente latino-americano”.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também defendeu a postura do Senado. “O chefe de Estado da Venezuela tem de saber conviver com as posições políticas do Brasil, que são diferentes”, afirmou. “A defesa da democracia não tem fronteiras”.

Preço da gasolina cai para R$ 2,28 após ação da justiça

Macapá – 04.06.07 - O preço do litro da gasolina em Macapá caiu significativamente nas últimas duas semanas, baixando de R$2,62 para R$2,28 em média. Mais uma vez a mudança de preço, que vem agradando os consumidores macapaenses, ocorreu após reação do poder público ao alinhamento de preços de forma abusiva e acintosa nos postos de Macapá.
Recentemente após uma pesquisa realizada pelo Instituto de Defesa do Consumidor do Estado (Procon/Ap) sobre a “coincidência” de preços em 70% dos postos, a Justiça Federal do Amapá decidiu acionar a Polícia Federal no estado para investigar os indícios de cartelização de preços - O cartel é constituído por várias empresas independentes do mesmo ramo que se reúnem a fim de estabelecer acordos sobre preços.
Coincidência ou não tão logo o juiz federal João Bosco Soares Junior anunciou a decisão de mandar investigar o suposto alinhamento de preços os postos trataram de baixar o preço do combustível inicialmente baixando para R$2,55 e agora para R$2,28. Alguns postos estão vendendo o litro do combustível por até R$2,26.
A mesma situação ocorreu em 2002. Na época também ouve redução no preço do litro do combustível logo após então procurador chefe do Ministério Público Federal no Amapá (MPF/Ap), Manoel Pastana, decidir investigar a existência de cartelização. Em razão da reação do MPF os proprietários de postos não só reduziram o preço como também concordarão na ocasião com um teto de margem de lucro.
Logo após a transferência do procurador o preço do produto não só voltou a subir sem nenhum controle como também a “coincidência” de preços entre os postos voltou a ocorrer. Dessa vez ao que tudo indica apenas a boa vontade dos empresários em reduzir os preços não será suficiente. O juiz João Bosco já declarou publicamente que embora seja louvável a redução de preços a suposta cartelização será investigada.