O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), réu em um processo de suposta quebra de decoro parlamentar retorna, hoje, ao Congresso Nacional, depois de duas semanas de recesso parlamentar em Maceió. Renan esperava que o PAN e, em seguida a tragédia de Congonhas dominariam o noticiário. Com isso seu caso seria colocado em segundo plano pela mídia, infelizmente para o senador isso não ocorreu.
E por que não ocorreu? Por que os movimentos sociais não deram trégua aos Calheiros em Alagoas durante o recesso parlamentar. O MST invadiu a principal fazenda dos Calheiros, em Murici, onde permaneceu até o fim de semana passado. Tentou invadir a indústria de refrigerantes que os Calheiros venderam para Schincariol e a Prefeitura administrada pelo filho mais velho de Renan.
Essas operações do MST e de outros movimentos sociais tiveram como objetivo desestabilizar o descanso dos Calheiros e forçar a justiça alagoana a acelerar os processos de grilagem de terras contra os irmãos Renan e Olavo.
A ação foi coroada de êxito. A justiça alagoana interviu no suspeito cartório de Murici e destituiu sua tabeliã, suspeita de colaborar com a grilagem de terras dos Calheiros. O deputado Olavo Calheiros rompeu com o governador Teotônio Vilela, que se recusou a utilizar a força para desalojar os sem terra da propriedade dos Calheiros e recebeu como troco pelo rompimento, uma fiscalização relâmpago das secretarias da Fazenda e Agricultura nos frigoríficos que teriam comprado gado de Renan. A operação dos fiscais tem por objetivo recolher documentos para o envio posterior ao Conselho de Ética do Senado.
Além disso, os adversários políticos dos Calheiros em Alagoas dominaram o noticiário local subindo o tom das denúncias. O que seria um descanso e o esfriamento do processo para Renan e Olavo acabou se tornando num inferno.
A imprensa nacional, que manteve o noticiário do Renangate em banho Maria durante o recesso, voltou a carga nos últimos dias graças aos acontecimentos em Alagoas.
Além disso, um dos relatores do caso, a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) anunciou que pretende fazer uma acareação entre a jornalista e o lobista. A senadora disse, ainda, que o fato de usar dinheiro vivo, um lobista e o escritório de uma empreiteira para transferir recursos à jornalista, já configuram quebra de decoro parlamentar.
Os passos da senadora Serrano demonstram que vão aumentar as pressões sobre Renan. Além disso, o PSol anuncia que vai entrar com novo processo no Senado contra Renan e com outro na Câmara contra Olavo.
Pelo visto, o recesso parlamentar não ajudou na defesa dos Calheiros, ao contrário lhes fez muito mal.
| 02 08 2007 | Save in De.li.cious | Diga!Você |
Comentários
E agora Renan vai em busca dos aliados para fazer aquele básica presão exirgindo apoio para sair de frente do fogo serrado, bom agora vamos conhecer os costa larga do futuro ex-Senador Renangate, tem gente do Amapá nessa relação ou aliás do Amapá não do outro lado do Brasil.