Macapá, 27/06/07 - O deputado do PSB denunciou a contratação pelo governo do estado da empresa Abdo, Ellery & Associados – Consultoria Empresarial Em Energia e Regulação Ltda., no valor de R$450 mil, dividido em três parcelas. Capiberibe disse que o contrato foi feito para elaboração do Plano de Ação a ser apresentado para a ANEEL, de acordo com Diário Oficial do dia 28 de abril de 2006. “O plano de R$450 mil reais não foi implantado porque o governo Waldez negociou politicamente a direção da CEA com o Partido dos Trabalhadores, ele buscando sua reeleição e o PT buscando a eleição de um deputado estadual e de uma deputada federal”. Das 164 ações elaboradas no Plano, praticamente nenhuma foi cumprida. “Isso precisa ficar claro, porque pode haver conseqüências severas para o povo do Amapá e para os funcionários da Companhia. Estarei encaminhando ao Ministério Público Estadual um pedido de investigação a respeito de como uma empresa é contratada por um valor altíssimo para elaborar um projeto sem resultados aparentes”, disse o socialista Camilo.
PSB não aceitou a privatização – no final da década de 90, o então presidente da república Fernando Henrique Cardoso iniciou o Programa Nacional de Desestatização, que teve como conseqüência a privatização de inúmeras empresas estatais por todo o país. O ex-governador João Alberto Capiberibe (PSB), enfaticamente contrário ao processo de privatização, não aceitou que a CEA fosse incluída no Programa, ao contrário do que vêm afirmando alguns órgãos da imprensa, ou políticos “laranjas” na campanha eleitoral de 2006. “Tem sido dito pela imprensa desde o ano passado que o PSB teria intenção de privatizar a Companhia, porém, pergunto: A CEA foi privatizada? Políticos desapegados com a verdade insistem nessa cortina de fumaça, pois os fatos mostram que o PSB não privatizou a CEA”, afirmou Camilo.
O candidato “derrotado” do PT ao governo do Estado, Errolflyn Paixão, afirmou que à época “fui candidato a governador deste estado e tivemos documentos que comprovam a intenção da privatização da CEA pelo PSB, e reafirmamos isto”. O deputado Camilo Capiberibe respondeu que “durante oito anos o PSB resistiu ferozmente ao esquema de privatização, e nunca aderimos a este projeto. Em 2006, uma informação mentirosa foi usada pelo PT para tentar ludibriar o povo do Amapá, mas a história, esta vocês não podem apagar, e o PSB não aceita insinuações deste nível, pois o PT conduziu a CEA durante todo o governo Capiberibe. A CEA está quebrando no governo Waldez e estas pessoas que tentam desvirtuar a realidade estão caladas”.
A Audiência Pública sobre a Companhia de Eletricidade do Amapá, ocorrida nesta quarta-feira (27), solicitada através de requerimento dos deputados Jorge Amanajás (PSDB) e Roberto Góes (PDT), não supriu as expectativas da bancada da Oposição na AL, formada pelos parlamentares do PSB Camilo Capiberibe e Ruy Smith. Os representantes do Ministério das Minas e Energia, da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), da Eletrobrás e Eletronorte, não responderam ao convite do Parlamento Amapaense, restando ao diretor-presidente da CEA, Josimar Peixoto, explicar entre outras coisas, os motivos para a decretação de caducidade da estatal do setor energético amapaense.
Governo Federal ausente – Camilo Capiberibe ainda lamentou a ausência dos órgãos máximos que controlam o setor de energia elétrica no Brasil, os quais poderiam detalhar a real situação da CEA. “Infelizmente, não tivemos um debate no nível que esperávamos, pois nós apenas tivemos a versão do diretor da CEA. A Audiência Pública perde pela ausência dessas autoridades”. O presidente da AL, deputado do PSDB Jorge Amanajás, concordou com Capiberibe, afirmando que “eles foram convidados, mas lamento a ausência deles o que já demonstra que não estão interessados em resolver os problemas da CEA”.
Cea é consenso político – os deputados que participaram do evento lembraram que é indispensável a “despolitização” da Companhia. “Existe um consenso entre a classe política e a sociedade amapaense de que a CEA deve permanecer com o povo. Para isto, apresentamos e aprovamos uma Frente composta por sete parlamentares para sua defesa. Não podemos, no entanto, desconhecer as causas da CEA na situação em que se encontra. Mas, o grande problema se situa no artigo escrito por um partidário do PT, Lourival Freitas, que no dia 12 de maio de 2006, colocava que ‘é inexplicável que a CEA seja politizada pelo PT, pois tal procedimento é uma afronta’, criticando o uso da CEA em ano de eleição”, finalizou
| 28 06 2007 | Save in De.li.cious | Diga!Você |
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