O que está acontecendo na CEA é a crônica de uma caducidade anunciada, cujo enredo começou a tomar corpo em 2003, quando Waldez Góes assume o governo e assume também uma dívida que vinha há muito sendo contestada pelos governos anteriores. A esse episódio segue-se um longo rosários de compromissos e quebra de compromissos pelo Governo do Estado
Há uma série de fatos que devem nos fazer ficar com o pé atrás quando o assunto é fazer manifestação para tentar salvar a CEA, dando as mãos para aqueles que são os responsáveis pela quebra da empresa.
O PT do Amapá vem há muitos anos administrando a empresa estatal e agora não tem vergonha nenhuma de dizer que a culpa pela situação atual é do Governo do PT, só que federal. Quando o PT local acusa a Eletronorte de ser o grande algoz da CEA, está cortando na própria carne e acusando o governo Lula pela desgraça da estatal amapaense.
O que está acontecendo na CEA é a crônica de uma caducidade anunciada, cujo enredo começou a tomar corpo em 2003, quando Waldez Góes assume o governo e assume também uma dívida que vinha há muito sendo contestada pelos governos anteriores. A esse episódio segue-se um longo rosários de compromissos e quebra de compromissos pelo Governador do Estado, pela Assembléia Legislativa, pelos deputados eleitos na legislatura passada, pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado, pelos prefeitos de Macapá e Santana, João Henrique Pimentel e Antônio Nogueira e pelo Ministério Público Estadual. Todos os citados assinaram como testemunhas justas e pactuadas de que o Governo do Estado cumpriria o plano de ação que se destinava a salvar a CEA, assinado em fevereiro de 2006 e descumpriram suas promessas.
O Plano de Ação elaborado no início de 2006 com a finalidade de salvar a empresa também foi descumprido porque a CEA foi posta a serviço da reeleição de Waldez Góes. Mesmo na iminência da caducidade, foi organizado em pleno período pré-eleitoral um concurso para a estatal, cujos aprovados estão até hoje a espera de ser chamados.
Na assembléia legislativa o deputado Camilo Capiberibe lembrou em discurso proferido no último dia 11 que “O deputado do PT, Joel Banha, aprovou nesta Casa de Leis, ainda em fevereiro a realização de uma Audiência Pública que chegou a ser marcada para o dia 29 de abril e no dia, curiosamente, na data da audiência o petista estava viajando o que mostra a ‘preocupação’ do PT em debater os problemas da CEA”.
Na tarde desta segunda-feira foi feito um ato público em frente à sede da Companhia contra a sua possível privatização, cujos participantes eram todos funcionários ou filhos de funcionários da empresa, que estão sendo usados como massa de manobra pelos responsáveis pela situação atual da empresa.
A saída agora é política. Tentar federalizar a empresa para que o Estado do Amapá não perca a CEA e ainda fique com a conta para pagar. O povo não foi e nem vai as ruas pedir pela CEA, pois o povo sabe de quem é a responsabilidade. O problema é que na hora de pagar a conta, quem paga somos todos nós.
| 12 06 2007 | Save in De.li.cious | Diga!Você |
Comentários
Quem Politizou a Companhia de Eletricidade do Amapá foi justamente o Governo Capiberibe PSB, e que agora esta tentando fazer um movimento de desconstrução para achar culpados e desqualificar um ato que os funcionarios da Empresa e familiares junto com Partidos Políticos que querem realmente salva-la, e não privatiza-lá como foi o caso da Deputada Janete Capiberibe. Ah! e sem contar que a CEA também serviu como cural eleitoral do CAPI.