Folha do Amapá

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Nota de Repúdio de uma aluna da Unifap

NOTA DE REPÚDIO *

09 de julho/2007

Infelizmente a Universidade Pública com qualidade social que queremos está longe de ser concretizada. Apesar disso quero dizer que existem professores e alunos que ainda lutam para manter essa universidade pública… são poucos, mas existem…
Quero tornar público um fato que aconteceu. A Unifap e o Governo do Estado haviam se comprometido em conseguir recursos “pelo menos” para o transporte dos acadêmicos que tivessem trabalhos aprovados na reunião anual da SBPC em Belém/PA que ocorrerá no período de 08 a 11 de julho/2007, (esse compromisso foi feito durante a reunião regional da SBPC aqui em Macapá), mas por descaso ou má vontade política não cumpriram suas palavras, e quem ficou a “ver navios” foi quem teve o trabalho aprovado, e pagou pela inscrição no valor de R$ 50,00 (cinqüenta reais) e, mais a confecção do pôster R$ 65,00 (sessenta e cinco reais). Acredito que sejam deveres e compromissos políticos da universidade e do poder público em propiciar a todos os alunos seja da iniciação cientifica ou não, a disponibilização de recursos financeiros para que esses possam desenvolver pesquisa e participar de eventos nacionais e internacionais como forma de concretizar a pesquisa e extensão.
Quero dizer que nem sempre da para fazer o “jeitinho brasileiro” para apresentar trabalhos fora do Estado, primeiro porque sou bolsista, segundo porque o salário que ganhamos não é suficiente para cobrir passagem e despesas para apresentar trabalhos em outros estados, e terceiro quando se vai para algum congresso ou evento fora do estado para apresentar trabalhos científicos se representa a instituição. Enfim, quero deixar claro que não devemos nos acomodar diante disso ou aceitar a resposta: não tem “verba” para estudante!!!
Gostaria de dizer aos colegas que também são alunos da iniciação cientifica/bolsistas ou não que também passaram por essa situação ou podem passar que entrem na luta por melhores condições e apoio financeiro tanto para fazer pesquisa quanto para apresentá-los em congressos, seminários etc., fora do Estado. O que não podemos aceitar é o descaso por parte da administração da UNIFAP em relação à “não” distribuição de recursos financeiros para cobrir passagem e ajuda de custo para acadêmicos que têm trabalhos científicos para apresentar em outros lugares fora do estado. Quero dizer que a universidade é pequena, mas se os núcleos de pesquisa tiverem apoio financeiro para fazer pesquisa, ah… sem dúvida a universidade pode se tornar gigantesca e cumprir efetivamente seu papel social: Emancipar conhecimentos e torná-los acessíveis a todos.



*Acadêmica e Bolsista/PIBIC - Maria do Carmo L. da Silva
E-MAIL: carmo.lobato@yahoo.com.br

09 07 2007 Save in De.li.cious Diga!Você

Comentários

Interessante sua indignação, pois essas desculpas esfarrapadas das instituiição públicas brasileira, com raras exceções, de nunca terem dinheiro para custear despesas c/ educação é velha, por isso é aconselhavel que se crie um movimento em Macapá para verificar a verdade, pois tanto no ambito federal como estadual e municipal se ouve a mesma história, até parece que tudo é combinado entre os dirigentes das instituiçoes responsáveis para o desemvolvimento educacional dos cidadãos macapaenses. Está na hora de dar um basta e iniciar uma cruzada contra esses administradores.
Estou pronta para fazer parte desta cruzada pela moralidade da verba pública.
Marta Leão

Escrito por | 07/10 - 02:32 AM


Interessante é sua indignação. A repeito dessa desculpas esfarrapadas que os responsáveis pela aplicação das verbas pública no setor educacional na esfera federal, estadual e municipal em Macapá, onde afirmam não ter verba para custear despesas no tocante as necessidades dos educando e educadores, é antiga e vergonhosa. Então, não dá mais para suportar, o único caminho é formar uma cruzada para verificar se tem fundamento tais alegações. Caso contráriodeveremos denunciar e exigir dos orgãos competentes solução para o problema.
Marta Leão

Escrito por Maria Marta Leão Fortes | 07/10 - 02:47 AM


quero me solidarizar com a aluna, o conhecimento é a unica forma de realmente emanicipar saberes e assim propiciar a trasnformação. Hoje é de um custo financeiro alto estar em seminários etc… e se os Orgãos não criarem condições vamos perder muito com isso. Não desista cara universitária pesquisadora .

Escrito por | 07/10 - 08:56 AM


Estou solidária com a estudante. Dinheiro pra corrupção nunca falta.

Escrito por | 07/10 - 03:08 PM


A universidade precisa estar ligada aos interesses dos alunos, professores, funcionários, e a sociedade brasileira em geral, pois é pública, e deve atender aos interesses comuns, e não só e simplesmente viver de discursso, mas de manter o compromisso com socciedade em geral, no caso do incentivo, deve cumprir o prometido e pagar os custos daqueles que querem estudar e fazer ciência, como é o caso.

Escrito por | 07/10 - 10:10 PM


O mais interessante, é que esta aluna assina sozinha o tal manifesto. Eu e mais 15 alunos fomos pra SBPC com verba da UNIFAP. Acho que esta é uma das bate lata, que deixou o seu pedido pra ultima hora querendo que a administração pagasse passagem pra Belém de 740,00 uma passagem. A UNIFAP, nunca teve na sua historia uma administração tão comprometida com a ciência, e é isso que está fazendo o diferente. Se a tal prejudicada, tivesse ido a SBPC, teria comprovado o respeito que os grandes cientistas tem pelo nosso dirigente. Isto é coisa dos 3 do DCE que dizem que representam os estudantes da UNIFAP. Avaliem a aplicação da verba pública na UNIFAP em um ano de gestão. Só não ver quem não quer.

Escrito por | 07/14 - 09:09 PM


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