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para onde vai com nosso dinheiro?

A natural reação dos cidadãos prejudicados, ao viver no estado brasileiro que nos cerca de impostos, tributos, taxas, como contribuição obrigatória
para que o nosso estado funcione, mas não nos sentimos os donos do estado e muito menos do dinheiro, nos sentimos assaltados.
Uma cena levou-me à indagação da lógica do estado: Dia 29 de maio, terça-feira, avenida Feliciano Coelho 882 – trem, sentado ao pátio, depois do almoço, com minha mãe a conversar, assistimos uma abordagem da EMTU a um mototaxista de nome Rone, condutor da moto NEW 5484.
Não chamaria tanto a atenção, não fosse um aparato assustador composto de um GOL placa NEW 1652, três motos, um pick-up cinza (reboque), sete guardas municipais, mais dois ocupantes do reboque. No mínimo intimidadora a abordagem, porque nem os curiosos ousaram se aproximar.
Resultado: em menos de dez minutos resolveram recolher a moto que, segundo o condutor, havia uma taxa atrasada, fato que não tem amparo legal a sua apreensão e que este abuso só se explica pelo fato de gerar novas taxas bem maiores do que a devida.
O que quero chamar a atenção é dos órgãos fiscalizadores da aplicação do nosso dinheiro. são vereadores, deputados, ministérios públicos federais,
estaduais, enfim, que cumpram suas tarefas seguros de nossas aquiescências.
É visível a eficiência dos órgãos arrecadadores de dinheiro do cidadão como EMTU, DETRAN, DAT, entre outros. Seus carros e motos com manutenção em dia, bem abastecidos de combustíveis e vorazes servidores bem instruídos para intimidar o contribuinte, são ICMS, IPI, ISSQN, multas e multas. O FPM e o FPE são repassados religiosamente, recursos liberados para obras que não se conclui. São inúmeras fontes que alimentam essas máquinas. Do outro lado onde esse dinheiro deve aparecer em serviços, não sentimos a mesma eficiência. A saúde, a educação, agricultura em crise, a Assistência Social como instrumento eleitoreiro funciona, os buracos e a sinalização das ruas nos estressam, o atendimento quando usuário/patrão é humilhante e acrescente suas queixas aqui não citadas.
Vocês hão de concordar, há algo errado neste mecanismo que deve ser investigado, sob pena do agravamento da realidade violenta já provocada pela falta de ação desses órgãos, que por sua vez, nos saem caros demais para não funcionar, ou promover harmonia entre os poderes públicos, que mais nos parece uma promiscuidade pública.
Saibam que a harmonia se dá, quando todos cumprem suas atribuições com independência; que não encontram falhas administrativas escandalosas, o que não é o caso, pois o senso comum é de que todos são suspeitos, todos roubam - empregados e desempregados - e os instrumentos de investigação e/ou punição são desiguais.

Dinho Araújo
e-mail: dinhoaraujoap@hotmail.com

29 05 2007 Save in De.li.cious Diga!Você

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