Folha do Amapá

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Projeto de criação da polícia temporária está na AL para apreciação

O Governo do Estado do Amapá enviou no último dia 22 de junho para a Assembléia Legislativa do Estado a mensagem de nº 22/07, que encaminha em caráter de urgência o projeto de Lei n.18/07, que cria o Corpo de Soldados Temporários da Polícia Militar. Segundo o projeto do governo, o Corpo Temporário será constituído por reservistas da 1ª Classe das Forças Armadas, que ingressarão por meio de processo seletivo realizado pela PMAP, para contratação de 02 anos prorrogáveis por mais 02 anos.

Apesar de ainda não ter passado por apreciação da Assembléia Legislativa e não ter sido aprovado, o projeto tem gerado polêmica e levantado a suspeita de criação de cabide de empregos pelo Governo do Estado. Na mensagem o governador justifica tratar-se de uma experiência que já é colocada em prática em outros estados. A reportagem da Folha do Amapá entrou em contato com a Polícia Militar de São Paulo, um dos estados da federação citados como exemplo na mensagem do governador. A Folha apurou que a polícia temporária existe de fato em São Paulo, porém há uma diferença fundamental entre a forma de contratação em São Paulo e a que o governo pretende implantar no Amapá. O que chama atenção também no projeto é que ele não delimita o número de cargos a serem criados, o que dá a entender, que o Governador do Estado teria carta branca para contratar quantos soldados temporários desejar.

O deputado Ruy Smith(PSB) é contrário ao projeto."Eles vão criar um quadro que não se justificativa ser temporário, temporárias snao atividades como o senso demográfico ou demarcação de terras indígenas, atividades militares são permanentes, a polícia sempre vai precisar de gente. Assim, essa atividade não está coberta por lei. A própria lei do Amapá define que podem ser contratados em emergencias alguns profissionais, mas não cita polícia entre eles. O processo simplificado, que o governo pretende usar tem critérios subjetivos. Apesar de estarem sendo regidos pelas regras da polícia, os temporários fariam parte de uma polícia de segunda classe, já que o salário será menor. Não é uma questão idológica, é uma questão financeira, para resolver esse problema de dar segurança aos poderes, cada um poderia contratar segurança ou arcar com o provisionamento de profissionais que a polícia precisa, abrindo mão de parte do percentual do orçamento que recebem em favor da polícia."

Segundo a Sargento Patrícia, coordenadora de concurso da Polícia Militar de São Paulo, para ingressar na polícia temporária em São Paulo é necessário fazer concurso e o contrato é de um ano, prorrogável por mais um ano, além disso, as funções são apenas de manutenção do quartel e administrativas. Aqui no Amapá deverá ser feito um “processo seletivo simplificado”, que é essencialmente uma análise de currículo e permite avaliação de caráter subjetivo dos concorrentes. No Amapá as funções serão bem mais amplas, ou seja, guarda de estabelecimentos penais, guarda de prédios públicos, dos poderes constituídos, guarda dos quartéis, e serviços administrativos das Unidades da PMAP.

“Ser policial é uma função que exige preparação, o ideal seria fazer concurso para efetivar o número de policiais necessários” diz o deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB).

04 07 2007 Save in De.li.cious Diga!Você

Comentários

Quer dizer que nossa segurança vai ficar nas mãos de mercenarios? onde já se viu isso, segurança nas mãos de pessoas despreparadas…
o certo seria ter concurso plublico e no carater de urgência,certo…
Um abraço pra vcs da redação por nos deixar informados dessas loucuras dos nossos “governantes”

Escrito por | 07/04 - 03:10 PM


À pretexto de atender às necessidades emergenciais da população amapaense o governador Waldez Góes dá prosseguimento ao seu projeto de “desmontagem” das instituições estatais que prestam serviço á população.Segurança pública é uma atividade extremamente especializada e que necessita de capacitação continuada;o que o governo pretende é mais uma vez desmobilizar as “vozes dissonantes” que demonstram que tal governo carrega consigo o legado de atraso e retrocesso que vem sendo montado no Amapá nos últimos quatro anos,capitaneados pelos senadores José Sarney e Gilvan Borges.Para aqueles que se opuseram ao projeto de governo implementado pelo governo do PSB é esse o Amapá que esperavam?
Infelizmente para uma policia Militar que se apresentava como referência no cenário nacional é essa a contribuição do nosso governador eleito:transformar uma instiuição militar com a história da PMAP em mais um retrato da incompetência e da improbidade administrativa do seu governo.

Escrito por | 07/04 - 05:03 PM


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