Folha do Amapá

Politica

TSE analisa quatro pedidos de cassação do mandato de Waldez

O governador reeleito do Amapá, Antônio Waldez Góes (PDT) não está livre das acusações que pesam contra ele por prática de crime eleitoral nas eleições de 2006

Macapá-30.06.07-O governador reeleito do Amapá, Antônio Waldez Góes (PDT) não está livre das acusações que pesam contra ele por prática de crime eleitoral nas eleições de 2006. Dos sete processos ajuizados contra Waldez no Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE/AP), quatro já subiram para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O governador responde a três Agravo de Instrumento - de números 8601, 8544 e 8559 - todos ajuizados pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e um Recurso Ordinário de nº 1432 ajuizado por Joel Gilberto Cilião.
Ainda durante a campanha, Góes foi acusado de distribuir alimentos em troca de votos nos bairros de periferia de Macapá. Também fez promessas de regularizar áreas ocupadas indevidamente pela população e financiou com dinheiro público a confecção de carteiras de estudante para serem distribuídas gratuitamente depois das eleições. Logo após o pleito o MPE constatou ainda que veículos particulares eram abastecidos no quartel da Polícia Militar com a finalidade de servirem ao transporte de cabos eleitorais e material de campanha, e que a cúpula da segurança pública foi utilizada para conseguir votos e prédios públicos utilizados para reuniões políticas. 
Com exceção de acusação referente a confecção das carteiras de estudante para fins eleitoreiros as demais denúncias foram feitas pelo Ministério Público. 
Embora os procuradores do MPE tenham utilizado até mesmo imagens em vídeo comprovando as denúncias de prática de crimes eleitorais, Waldez Góes foi absolvido por unanimidade nos processos julgados no TRE/AP.  O futuro do governador amapaenses depende agora do entendimento dos ministros do TSE. Tanto os Agravo de Instrumento como o Recurso ordinário tinham como relator o ministro César Asfor Rocha, porém deverão ser redistribuído em razão do encerramento do mandato do ministro no TSE.
O processo de número 8544 foi protocolado em 23 de fevereiro de 2007. O 8559 foi protocolado 05 de março e o 8501 no dia 27 do mesmo mês. Já o recurso ordinário foi protocolado no dia 17 de abril passado.
Além do governador do Amapá, outros 7 governadores eleitos em 2006 tiveram os mandatos contestados por meio de ações em curso no TSE.
Os governadores de Sergipe, do Maranhão, do Tocantins, de Santa Catarina, de Rondônia e de Roraima respondem cada um a um processo. O governador da Paraíba responde a duas ações. Góes é o campeão de processos.
Segundo o TSE o governador de Roraima, Ottomar Pinto (PSDB) pelo seu adversário Romero Jucá (PMDB) de promover a entrega de máquinas agrícolas, barcos e motosserras a comunidades do estado a apenas um mês do pleito.
O governador Cássio Cunha Lima (PSDB) responde a acusação de suposta distribuição de dinheiro, por meio de uma fundação, a cabos eleitorais. A mesma acusação foi feita pelo MPE e pelo adversário do tucano nas ultimas eleições.
O governador de Rondônia, Ivo Cassol (PPS), responde a denuncia de compra de votos por meio de um esquema de cabos eleitorais chamados “formiguinhas”.
No Maranhão a senadora Roseana Sarney acusa o governador eleito Jackson Lago (PDT), de suposto benefício indireto em razão da distribuição de cestas básicas pelo ex-governador José Reinaldo (PSB), aliado de Lago.
Já o governador de Alagoas, Teotônio Vilela (PSDB), responde a ação de impugnação de mandato, movida pelo adversário João Lyra (PDT). 
Além dos 4 processos no TSE o governador amapaense ainda será julgado no TRE/AP por duas ações ajuizadas pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB). Em uma delas pesa contra o governador a acusação de haver utilizado imagens do circuito interno de um hospital público do estado para prejudicar o adversário político João Alberto Capiberibe (PSB). 

29 06 2007 Save in De.li.cious Diga!Você

Comentários

O QUE SE PODE DIZER MAIS, COMO TUDO NESTE ESTADO, APELAR PARA QUEM, O PAPA, O BISPO
OU A DEUS PARA SALVAR ESTE RINCAO QUERIDO

JOSE RASSY

Escrito por | 07/02 - 02:16 PM


Infelizmente tudo é um faz-de-conta.  Alguém finge que está fiscalizando, outro finge que está denunciado e outro finge que está julgando.  Na verdade é tudo um carnaval… E os outros fatos que estão acontecendo na cidade… Uma cidade cheia de buracos.  Um Tribunal de Contas praticamente suspeito.  Um Ministério Público que não tem autonomia.  E um Tribunal de Justiça cheio de nepotismo cruzado.  Desse fato, o CNJ estará recebendo em vinte dias relatório completo dos casos de nepotismo cruzado que envolve as diversas esferas dos Poderes.

Escrito por | 07/02 - 05:06 PM


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